Diretor da agência da ONU acha que crise será superada 'sem dúvida alguma'
Uma fumaça branca começou a ser expelida pelo reator 2 da central nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, na tarde desta segunda-feira (no horário local, manhã em Brasília). A fumaça que saía do reator 3 da central horas antes, porém, foi contida, informou a agência de segurança nuclear japonesa. Os engenheiros da central, que fica a cerca de 250 quilômetros de Tóquio, lutam para recuperar os sistemas de resfriamento dos reatores, enquanto caminhões tentam jogar água para ajudar a esfriar os tanques e as barras de combustível.
Os sistemas de resfriamento, projetados para proteger os seis reatores de um superaquecimento que pode ter consequências catastróficas, foram gravemente danificados pelo terremoto e tsunami de 11 de março no Japão. Apesar do temor de uma tragédia nuclear de grandes proporções, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o japonês Yukiya Amano, afirmou nesta segunda que a crise nuclear no Japão será superada "sem dúvida alguma" e "de maneira eficaz" pelos técnicos e autoridades envolvidos na operação.
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"A AIEA trabalha com todos os meios, em cooperação com outros países e outras organizações internacionais, para ajudar o Japão a acabar com a crise e reduzir ao máximo possível seus efeitos", anunciou o diplomata japonês, no início de uma reunião do conselho de ministros da AIEA em Viena. No domingo, a AIEA assegurou que "houve desenvolvimentos positivos" na central no fim de semana. Os reatores 5 e 6 - os menos afetados - foram colocados em desligamento frio (estão estáveis e sob controle, com temperatura e pressão baixas).
Também nesta segunda, resíduos radioativos foram detectados na água potável de um povoado da região de Fukushima em espinafres da província vizinha de Ibaraki. Ainda assim, as autoridades japonesas insistem em dizer que não há risco imediato à saúde em seu consumo. O número de mortos aumentou para 8.649 pessoas, enquanto outras 12.877 continuam desaparecidas, de acordo com o último cálculo divulgado pela polícia japonesa. Na economia, a perspectiva foi revisada para melhor nesta segunda - acredita-se em crescimento no segundo semestre.
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